Incansável, Sigo e Vivo!
Iara Melo
Vivo, carrego,
conduzo,
O fascínio das águas
dos rios, dos mares,
Sou luz, sou sol,
Sou noite cintilante
Embriagante, reluzente.
Em cada canto, encanto
Em terra macia eu piso
Orvalho da relva matinal
amacia-me âmago.
Em troços percalços
tropeço
São fragmentos encontrados
vida afora
Por seres diversos
atravesso
Tentam-me travar os passos
Não impelem
Minha luta de amar.
Dou-lhes meu colo
Meu ombro amigo
Recebo desafetos em palavras
Desabridas felinas;
Tentam-me ferir
Sofro incontesto
Por sensibilidade e gesto
Não freiando minha luta
Pelo amar.
Pobres seres!!!
Em prece imploro:
Ser Supremo, acarinha
Almas sofridas,
Desafoga suas almas
Dentre os poços feridos
Da tristeza, do desassossego
incontido;
Permitam-se
Perdoar-se amargura
De viver em lamaçal
Dilacerado entre feridas
abertas.
Que consigam sorrir corpos,
mentes
Conquistem felicidade,
Destruam dos seus seres
O egoísmo, a cegueira...
Brilhem olhos,
Vivam, Amem,
Deixem-se amar!!!
Entre tantos há os gestos
Da amizade pura confessa
Dignos, fiéis amigos
Conhecem o quanto eu prezo
Vivo, amo, aclamo
Apregoo sem temer
desafetos,
Não tentem segurar-me,
Eu Vivo e contesto!
* * *
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